Os agentes comunitários de saúde (ACS) representam na atualidade 211 mil trabalhadores do sistema único de saúde, sendo o ofício recentemente reconhecido como profissão. Objetivo: O estudo buscou conhecer a percepção dos usuários sobre o trabalho do ACS contemplando aspectos da inserção deste trabalhador e o reconhecimento de como suas atividades estão incorporadas na prática de saúde da população usuária. Método: A pesquisa utilizou metodologias quantitativas e qualitativas de forma complementar. Utilizou-se um questionário contendo questões abertas e fechadas que foram respondidas por 330 usuários. Resultados: O perfil sócio-demográfico dos usuários entrevistados mostra que a maioria são mulheres jovens, com baixos níveis de escolaridade e renda mensal familiar de até 03 salários mínimos. Quase a totalidade é usuária da Unidade Básica de Saúde há muito tempo. Grande parte deles recebe regularmente, a cada mês, a visita domiciliar do agente, sendo poucos os que declararam que não recebem nenhuma visita ou só o recebem quando realmente precisam, de acordo com as próprias necessidades. Dos respondentes, 86.9% asseguraram adotar as orientações que o agente sugere por considerarem adequadas e satisfatórias, enquanto que 90.3% afirmaram gostar da visita do ACS nos domicílios. Em relação às melhorias na saúde após a admissão do ACS, ressalta-se o quantitativo dos que afirmaram que a facilitação do acesso aos serviços de saúde foi a mais importante melhoria; seguida da adoção de medidas de promoção/prevenção; da função de mensageiro desempenhada pelo agente e da possibilidade de diálogo. Conclusão: Os resultados evidenciaram que os usuários percebem que a assistência melhorou após a entrada do agente, sem negligenciar os aspectos e características que devam ser modificadas e observadas no perfil desse trabalhador e nos serviços de saúde.