Objetivo:
Avaliar processos gerenciais e a estrutura organizacional da área de recursos humanos em saúde (RHS) do Brasil.
Metodologia:
Foram alvo do trabalho secretarias de saúde de municípios de grandes centros urbanos e dos estados brasileiros. Para realização do estudo foi feito um inquérito para a totalidade dos gestores de RHS que atenderam os critérios de inclusão(253) e grupos focais com gestores estaduais e de municípios das capitais. Os resultados foram obtidos por cruzamentos das questões do survey, do grupo focal e por estudo comparativo com pesquisas de gestão de RHS realizadas nos últimos anos.
Resultados:
Entre os resultados encontrados destaca-se que 76,3% das secretarias possuem órgãos de RHS. Em 47,8% não há Plano de Cargos, Carreiras e Salários, principalmente nos órgãos localizados fora das capitais. Observou-se ainda que 63,2% contam com sistema de informação para RHS. A cooperação entre a saúde e as instituições de ensino na capacitação e/ou especialização dos trabalhadores do sistema de saúde foi relatada por 67,6% dos respondentes. As principais formas de cooperação são para cursos de especialização (61,4%) e para campo de estágio (56,1%).
Conclusão:
O estudo reforça o papel privilegiado do gestor federal do sistema de induzir políticas para a área por meio de recursos financeiros, administrativos, técnicos, condicionando diretamente o processo de fortalecimento e estruturação da área de RHS. Além disso, aponta a necessidade do constante monitoramento e avaliação da operacionalização pelas instâncias federativas das políticas de gestão de recursos humanos em saúde.