Introdução:
No Brasil a partir de 1994, o Ministério da Saúde oficializa para todo o país, o Programa de Saúde da Família, estratégia apontada para a reorganização da atenção primária e construção de um modelo de saúde centrado na promoção da qualidade de vida.
Objetivo:
O estudo teve como objetivo traçar o perfil sócio-demográfico dos agentes comunitários de saúde (ACS), profissional que compõe a equipe de saúde da família, atuantes no sistema público de saúde de sete municípios da região de Juiz de Fora no estado de Minas Gerais/Brasil.
Metodologia:
Foram entrevistados 129 ACS e 330 usuários desses serviços. Considerou-se a percepção do próprio agente comunitário de saúde sobre o seu trabalho e a visão dos usuários. A pesquisa utilizou metodologias qualitativa e quantitativa de forma complementar, com a aplicação de questionários semi-estruturados e observação direta do trabalho dos ACS.
Resultados:
Destacamos nos resultados que os ACS são predominantemente mulheres (88.4%), casadas (42.6%), na faixa etária de 20 a 49 anos (90.4%), renda familiar baixa e 71% possuem o ensino médio completo Por definição, os agentes devem residir na área de abrangência em que atuam. Os dados apontam que 58.5% residem na comunidade que trabalham e 96.5% no município. Os ACS estão presentes nas menores unidades do sistema de saúde, potencializando a informação, a assistência e a solidariedade com os residentes da comunidade.