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Profissão de Enfermeiro- Configurando Motivações e Expectativas dos Estudantes de Graduação (ABEn 2007 / ABRASCO 2007)
Thereza Christina Varella FENF/IMS/UERJ (1); Celia Regina Pierantoni IMS/UERJ; Karen Matsumoto FENF/IMS/UERJ; Gisele Ferreira o Nascimento FENF/UERJ; Mariana Ferreira Caldas FENF/UERJ
A partir de meados da década de 90 percebe-se uma mudança em relação ao interesse pela enfermagem como profissão. Tal interesse pode ser constatado pela crescente expansão de cursos e vagas de graduação para enfermeiros, especialmente pela rede privada de ensino. O estudo tem como objetivo delinear o perfil dos alunos de graduação de enfermagem e analisar a motivação dos mesmos para a procura desta graduação bem como suas perspectivas presumidas para a inserção no mundo do trabalho. Busca, ainda, estabelecer a diferença entre o perfil de alunos de instituições de ensino superior de natureza pública e privada, bem como qualificar o que motiva a escolha por esta graduação. Na primeira metade dos anos 90 predominava cursos de instituições públicas. Em 2004 são oferecidas 70.400 vagas para a graduação de enfermagem, sendo 92,04% estão em cursos do setor privado de ensino. Observa-se assim, entre o início dos anos 90 e 2004, o crescimento acumulado de vagas de enfermagem foi de 843,7%. Utilizamos como instrumento de coleta de dados, um survey aplicado por meio de questionário aos alunos de graduação de enfermagem que participaram de dois Congressos de Enfermagem – o do COFEN e o da ABEn, realizados em Porto Seguro –BA e Salvador – BA, respectivamente, em 2006, tendo sido preenchidos 1090 questionários. As variáveis selecionadas pra compor o estudo foram: natureza jurídica da instituição em que cursa a graduação, ano de início do curso, turno do curso, horas dedicadas ao estudo, atividades que complementam o estudo, motivação para escolher a graduação de enfermagem, ser egresso de cursos técnicos de enfermagem, perspectivas profissionais, áreas de interesse, autopercepção da profissão. Verificou-se que 62,2% dos graduandos realizaram o ensino médio em escolas privadas. Este percentual é maior entre os que cursam a graduação em instituições públicas (69,3%). Sobre a realização de curso de língua estrangeira, 63,4% dos graduandos de instituições públicas responderam afirmativamente, enquanto 57,8% dos graduandos de instituições privadas responderam negativamente. Destacamos que 28,4% fizeram curso profissionalizante, sendo 62,8% na área da enfermagem; 67% escolheram a enfermagem por vocação pela profissão e 42,9% sentem-se seguros para conseguir emprego.DEDECCA, C.S.; PRONI, M.W.; MORETO, A. O trabalho no setor de atenção à saúde. In: NEGRI, B.; GIOVANNI, G (org.). Brasil: Radiografia da saúde. Instituto de Economia/Núcleo de Estudos de Políticas Públicas/ Brasília, D.F.: Ministério da Saúde, 2001. p. 175-216.FERRAZ, C.A.; NAKAO, J.R.S.; MISHIMA, S.M. Tendências do mercado educativo da enfermagem. 2003. Eixo: IV - G - Ampliação e democratização das políticas educacionais para a formação dos profissionais do setor saúde.
(1) Enfermeiro, Doutor em Saúde Coletiva, professor adjunto da Faculdade de Enfermagem da UERJ e pesquisador associado da Estação de Trabalho IMS/UERJ da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde, Rio de Janeiro, email: varella@ims.uerj.br, tel: 21- 22347378; 98547212
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