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Mercado de Trabalho do Enfermeiro no Brasil: configuração do emprego e tendências no campo do trabalho (Rede Unida 2006/ABRES 2006/ABEn 2006/ ABRASCO 2007/Coimbra 2007/Simpósio BH 2007)
Thereza Christina Varella(1); Celia Regina Pierantoni(2); Ravini Fernandes(3); Karen Matsumoto(4)
O estudo analisa o mercado de trabalho dos enfermeiros, tendo em vista as transformações que vêm ocorrendo no trabalho em geral na sociedade contemporânea e em particular no trabalho em saúde. Os recursos humanos em saúde vêm passando por transformações em relação a sua inserção em instituições prestadoras de serviços de saúde que se caracterizam por um processo de desregulamentação verificado pela substituição do emprego formal e assalariado por diversas outras modalidades de vinculação dos profissionais aos serviços. O objetivo da pesquisa é quantificar e qualificar as formas de inserção no mercado de trabalho dos enfermeiros, a dinâmica deste mercado e o perfil de emprego do enfermeiro Brasil. Utilizaram-se informações de fontes secundárias para caracterizar o cenário nacional e a realização de survey em amostra não aleatória para investigação da situação atual dos enfermeiros. Os resultados foram analisados de acordo com as seguintes variáveis: tipo de flexibilização do trabalho, remuneração e empregabilidade. A pesquisa foi realizada com o conjunto dos enfermeiros que participaram do 8º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem/2005, no 57º Congresso Brasileiro de Enfermagem/2005, num total de 567 questionários. No conjunto 88,9% é do gênero feminino. 55,5% são os principais responsáveis pelas despesas familiares. 85,84% realizaram alguma modalidade de pós-graduação. 96,1% dos enfermeiros estavam exercendo a profissão (ativos) na ocasião da pesquisa. . 91,9% dos enfermeiros já estão ocupados com 1 ano de formado. 52,7% declararam a renda global na faixa de R$ 2.000,00 a R$ 3.999,00. Estão empregados no serviço público 67% dos enfermeiros. 43,6% indicaram possuir o segundo emprego. 88,7% não estivem desempregados nos últimos três anos, e A pesquisa mostrou que não existe desemprego estrutural para enfermeiros no país e que a flexibilização do mercado de trabalho e a precarização do emprego não constituem agravo que afete o mercado laboral dos enfermeiros no Brasil.
(1)Enfermeiro, Doutor em Saúde Coletiva, professor assistente da Faculdade de Enfermagem da UERJ e pesquisador associado da Estação de Trabalho IMS/UERJ da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde, Rio de Janeiro (2)Médica, Doutor em Saúde Coletiva, professor adjunto do Instituto de Medicina Social da UERJ e coordenador da Estação de Trabalho IMS/UERJ da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde, Rio de Janeiro (3)Aluna da Graduação de Enfermagem da UERJ, bolsistas de pesquisa Estação de Trabalho IMS/UERJ (4)Aluna da Graduação de Enfermagem da UERJ, bolsistas de pesquisa Estação de Trabalho IMS/UERJ.
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