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Guia de Trabalho para o Enfermeiro na Atenção Primária à Saúde será lançado dia 28/07 no Abrascão 2018 - leia a entrevist...
Data: 16/7/2018

Organizado por Carlos Leonardo Figueiredo Cunha e Inês Leoneza de Souza, o livro “Guia de trabalho para o enfermeiro na Atenção Primária à Saúde” (Editora CRV), será lançado no dia 28 de julho de 2018, de 15:30 às 16:30, durante o 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2018), que ocorrerá na FIOCRUZ - Campus Manguinhos (Avenida Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ). O lançamento será realizado no Espaço Saúde e Letras (localizado em frente ao estande da Abrasco Livros, na área de exposição do Abrascão).

A obra, nas palavras dos organizadores, é "resultante da soma de muitos olhares e saberes de um grupo de enfermeiros inseridos no trabalho e na docência da Enfermagem em Saúde Coletiva que possibilitaram a problematização, a reflexão e a materialização dos temas vivenciados, as quais resultaram na estruturação de um livro com 18 capítulos versando sobre as competências éticas, legais e atribuições do Enfermeiro, a Consulta de Enfermagem e os instrumentos para o cuidado de enfermagem no âmbito da Atenção Primária à Saúde. O Guia, um trabalho com perspectiva inovadora, servirá como referência para o ensino e trabalho da Enfermagem Brasileira, contribuindo para a qualificação das práticas da profissão e, consequentemente, na melhoria dos serviços de saúde.”

Leia a entrevista com uma das autoras do livro, Inês Leoneza de Souza:

ObservaRH-IMS/UERJ: Como foi o processo de elaboração do "Guia de Trabalho para o Enfermeiro na APS"?

Inês: Foram 3 anos de trabalho para a elaboração do Guia, numa proposta pensada em 2014 eu e Leonardo. São 18 capítulos escritos por 48 profissionais, em sua maioria enfermeiros (conforme descrição dos autores no livro). Fizemos algumas reuniões presenciais e muita conversa por e-mail, temos enfermeiros praticamente de todas as regiões do país de serviço, da área de ensino e pesquisa. Foi uma organização trabalhosa, entretanto gratificante. Temos enfermeiros de excelência espalhados por este país.

ObservaRH-IMS/UERJ: Como você enxerga o papel dos enfermeiros na Atenção Básica e as principais desafios e contribuições do Guia?

Inês: Vejo o trabalho do enfermeiro brasileiro na AB/APS como fundamental para as mudanças e melhoria dos serviços de saúde. A proposta e perspectiva desta iniciativa é ter uma guia como referência (não única) que contribua para a qualificação das práticas e do ensino de enfermagem nos serviços de APS nos municípios brasileiros. Somos mais de 2 milhões de trabalhadores de saúde e também a maior categoria no SUS. Há muito a ser feito, pensado e registrado pela categoria. Essa é uma iniciativa, espero que tenham várias outras!
O entendimento das práticas em saúde através da efetivação de politicas publicas que promovam saúde, previna doenças e trate-as nos níveis adequados do sistema é nosso trabalho. O sistema de saúde brasileiro passa pela integralidade do cuidado e de uma atenção baseada nas necessidades "reais" de sua população seja no campo individual, de grupo ou de toda uma sociedade. Faço parte do grupo de pesquisa do Observatório como professora colaboradora e acredito que a saída para os problemas de saúde no Brasil essencialmente passa pelos RH qualificado, em quantidade e melhor distribuído pelo país de acordo com um modelo de assistência que o SUS estabelece...infelizmente não conseguimos ainda colocá-lo em prática de forma plena. E mesmo assim o impacto já foi grande com alguns investimentos na base deste sistema desde 1990 pra cá!
É assustador olhar o setor saúde na proposta de mercado... A valorização da equipe é fundamental!
Como principal contribuição, penso na qualificação para melhoria do escopo das práticas do enfermeiro brasileiro como cuidador essencial na prestação da assistência, principalmente na base do sistema único de saúde, universal, integral e para todos nós. Ninguém deseja estar doente, entretanto, quando deixa de ser direito o acesso aos serviços de saúde, complica...Estamos contribuindo para um sistema não inclusivo e seletivo...esse é um desafio: como colocar pra dentro do sistema?

 

 



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