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Avaliação da capacidade gestora de Recursos Humanos em Sistemas Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro
Coordenação: Celia Regina Pierantoni
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O objeto desta pesquisa foi avaliar a capacidade gerencial da área de recursos humanos nas Secretarias Municipais de Saúde de grandes centros urbanos do Estado do Rio de Janeiro. 

Objetivo

Conhecer e identificar as características dos setores responsáveis pela gestão de pessoas, o perfil de seus dirigentes, bem como a estrutura e os processos gerenciais praticados na área de RH das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi dirigida às SMS dos municípios com mais de 100 mil habitantes. 

Metodologia

O desenho metodológico desenvolveu-se obedecendo às seguintes etapas: caracterização e identificação do universo de municípios estudados, elaboração e aplicação de survey dirigido aos gestores/responsáveis pelo setor de recursos humanos das SMS ou da administração central da prefeitura. 

Resultados

No Estado do Rio de Janeiro, os resultados apontam que em 58,8% dos municípios o órgão de RH está localizado na SMS; nos demais, esta estrutura se encontra no órgão central de RH da prefeitura. A maioria dos gestores admite ter pouca experiência em todas as atividades pertinentes à função do cargo. Entretanto, as atividades de avaliação, administrativa, financeira, e aquelas relativas à utilização de sistema de informação foram citadas por 35,3% dos gestores como de muita experiência. Em relação ao Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), 41,2% dos gestores declararam possuir um específico para a saúde, 17,6% referiram que o PCCS existia, mas geral para todos os trabalhadores da prefeitura. Entretanto, ao analisar esta mesma variável segundo a estratificação por porte populacional, observa-se que entre os municípios na faixa de 100 a 200 mil habitantes e na de 500 mil a um milhão de habitantes, 50% dos referiram não possuir tal plano.

Quanto à percepção do gestor em relação à utilização de alguns instrumentos de gestão, verificou-se que foram considerados instrumentos facilitadores a avaliação de desempenho (71,4%) e as políticas de incentivos (50%). No entanto, vale ressaltar que cerca de 40% dos respondentes não utilizam políticas de incentivos nem tampouco mesa de negociação. O estudo demonstrou que 58,8% dos gestores pesquisados declararam não possuir orçamento próprio para a área de RH. Este percentual aumenta para 71,4% nos municípios na faixa de 200 a 500 mil habitantes. 

Conclusão

A análise preliminar evidencia a fragilidade das questões referentes à autonomia da gestão financeira, dos processos que envolvem o trabalho (planejamento, contratação de pessoal, carreira etc.) e da formação (desenvolvimento e aplicação de atividades de formação e capacitação relacionadas à operacionalização dos sistemas locais). O presente estudo não esgota todas as possibilidades de caracterizar a capacidade gestora das SMS. Recomenda-se que a pesquisa seja ampliada para os demais municípios do estado, agora com menos de 100 mil habitantes, utilizando metodologia apropriada ao segmento, visando a estabelecer correlações com o porte populacional e desenvolvimento econômico, entre outros.

 


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